
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Bee Movie (2007)

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domingo, dezembro 30, 2007
Radiohead, Jigsaw Falling Into Place
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quinta-feira, dezembro 27, 2007
Colheita de Filmes 2007
Cinema King, de 27/12/2007 a 9/01/2008: 3.50€
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27.12.07
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quarta-feira, dezembro 26, 2007
Natal em Lisboa
Baixa de Lisboa, Natal 1957, por Judah Benoliel
Avenida Guerra Junqueiro, Natal 1959, por Armando Serôdio
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26.12.07
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quinta-feira, dezembro 20, 2007
Put the Lights on the Tree, Sufjan Stevens
Put the lights on the tree
(Put them on the tree)
Put the ribbon on the wreath
(Put it on the wreath)
Call your grandma on the phone
(Call her on the phone)
If she's living all alone
(If she's all alone)
Tell her Jesus Christ is here
(Tell her He is here)
Tell her she has none to fear
(There is none to fear)
If she's crying on the phone
(Crying on the phone)
Tell her you are coming home
(You are coming home)
La la la la la la la
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20.12.07
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terça-feira, dezembro 18, 2007
Paranoid Park, de Gus Van Sant (2007)
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18.12.07
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domingo, dezembro 16, 2007
Don't Shoot Me Santa, The Killers
Os Killers lançaram o single "Don't Shoot Me Santa", a propósito do Natal, e com o objectivo de angariar fundos para o combate da probreza em África. Muito original!
I've been a clean living boy
I promise you
Did every little thing you asked me to
I can't believe the things I'm going through
Don't shoot me Santa Claus
Well no one else around believes me
But the children on the block they tease me
I couldn't let them off that easy
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16.12.07
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E porque hoje é domingo: "Everyday is like sunday"
Everyday is like sunday
Everyday is silent and grey
Já há algum tempo que não ouço Morrissey. O bar Incógnito, na madrugada de sexta para sábado, relembrou-me que há coisas que não podemos deixar de fazer.
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16.12.07
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quinta-feira, dezembro 13, 2007
Cai neve em Lisboa
Não, apesar do frio, a verdade é que não cai, mas já caiu.


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13.12.07
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segunda-feira, dezembro 10, 2007
I am a Sex Addict, de Caveh Zahedi
Extensão Indie Lisboa / Universidade de Lisboa / 03/12/2007
http://www.iamasexaddictthemovie.com
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10.12.07
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The Thrills "Teenager" (2007)
Ainda não tinha referido aqui um dos álbuns do ano: "Teenager", The Thrills
Como sugestão, aqui ficam os singles deste álbum:
The Midnight Choir
Nothing Changes Round Here
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10.12.07
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domingo, dezembro 09, 2007
Nouvelle Vague @ Casino de Lisboa
8-12-2007
Set list:
dancing with myself
ever fallen in love?
blue monday
human fly
guns of brixton
too drunk to fuck
heart of glass
dance with me
escape myself
love will tear us apart
just can't get enough
plans for nigel
a forest
teenage kicks
tainted love (encore)
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9.12.07
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sábado, dezembro 08, 2007
O tabaco e a nova lei
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8.12.07
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quinta-feira, dezembro 06, 2007
As bandas sonoras da nossa vida



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6.12.07
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terça-feira, dezembro 04, 2007
RIP The Sopranos 1999-2007

Passou ontem o último episódio dos Sopranos. Aquando da transmissão nos EUA, gerou bastante polémica porque tudo fica em aberto e cabe ao espectador imaginar o que pode ter acontecido. Quanto a mim é uma opção inteligente. Alguns assuntos ficaram arrumados, outros ficaram em aberto, mas outra coisa não seria de esperar de uma série que sempre funcionou ao contrário do nosso raciocínio. Parece incoerente? Não. Seria se agora tudo acabasse bem, ou tudo acabasse mal. Coerência é ter sido possível mais uma vez jogar com a lógica natural das coisas e inverter o que seria óbvio. Os mais cepticos poderão dizer que este final abre caminho a uma continuação, quem sabe no cinema. Talvez... mas como purista, não sei se gostaria. O futuro o dirá.
Para quem quiser rever, segue a cena final, que curiosamente tem mais uns 3 segundos (no final) que a que passou cá...
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4.12.07
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quinta-feira, novembro 29, 2007
Control, de Anton Corbijn (2007)

O meu contacto com os Joy Division pode dizer-se que é "recente". Nasci apenas um ano depois da morte de Ian Curtis e apesar de não saber muito bem quando comecei a reconhecer os primeiros acordes de músicas como "Love will Tear us Apart", "Transmission", ou "She's lost control", a verdade é que não foram assim tantas as vezes que ouvi os seus álbuns, o que não significa que não necessite de os ouvir de vez em quando, e que os aguarde com alguma ansiedade, em muitas dessas noites por aí. Acabei por acompanhar mais, naturalmente, a banda pós Ian Curtis, os New Order. Mas foi o filme "24 Hour Party People" que inicialmente me chamou a atenção para essa personagem incompreendida, conflituosa e amaldiçoada que é Ian Curtis.Talvez porque não sou um fã incondicional da banda, é que terei gostado tanto do filme. Porque o apreciei apenas enquanto filme e vendo Ian Curtis para além do mito, apenas na sua dimensão humana, e claro está, mortal. E que dificil tarefa essa de fazer um filme tão aguardado, um biopic de alguém tão amado e venerado. Mas Anton Corbijn fê-lo na perfeição nesta que é a sua primeira realização para cinema. Corbijn é um conhecido fotógrafo (daí a perfeição estética da fotografia do filme), responsável pela realização de alguns videoclips.
"Control" documenta os últimos anos da vida de Curtis (na verdade, são também os primeiros enquanto jovem adulto), desde a relação com a sua mulher, com quem casou muito cedo e teve uma filha, à relação com a amante, a luta e o inconformismo face à doença (epilepsia) e o medo do que o futuro lhe reservava enquanto artista em ascensão. Ian Curtis suicidou-se a 18 de Maio de 1980, mas é impressionante a actualidade e proximidade desta figura. Muito se tem escrito sobre este filme. Foi capa de publicações como "Ipsilon" (do Jornal Público), "Actual" (do Expresso), com grande destaque na Blitz, Time Out,etc. São artigos e críticas em grande parte escritos pelos tais fãs incondicionais, ou pelo menos por alguém que tenha um conhecimento suficiente da obra da banda e da história do seu vocalista. Também por isso não me atrevo a escrever muito mais. Destaco no entanto, e ainda, as excelentes interpretações do quase estreante Sam Riley (que já tinha estado em "24 Hour Party People", contudo a sua cena não fez parte da versão final do filme) e Samantha Morton (de quem me lembro do filme de Woody Allen, "Sweet and Lowdown"). Destaco ainda a fotografia, a preto e branco, mas também a cinzento e o tom sombrio da película, tão próximos da personalidade de Curtis e do cinzentismo da sua história. E por fim, a excelente banda sonora: Joy Division, New Order, David Bowie, Roxy Music, Velvet Underground...
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29.11.07
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quarta-feira, novembro 28, 2007
Across the Universe, de Julie Taymor (2007)

Site oficial: http://www.acrosstheuniverse.com/
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28.11.07
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Indie Lisboa 2007/2008
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domingo, novembro 25, 2007
Cinemas em Lisboa II
Mais alguns cinemas de Lisboa.




Tal como no post anterior, a fonte das fotos é o Arquivo Municipal de Lisboa.
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sexta-feira, novembro 23, 2007
Cinemas em Lisboa
Cinema Alvalade. Demolido recentemente para dar lugar a habitações de luxo, escritórios de luxo e cinemas de luxo de nome Hollywood Residence. O Cinema chamar-se-á Cinema Versailles e será gerido pela CinemaCity, também já responsável pelos cinemas do Campo Pequeno.

Cinema Condes: a fachada mantém-se, mas hoje de cinema não tem nada. Actualmente é o Hard Rock Café.

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23.11.07
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quarta-feira, novembro 21, 2007
Cinema King Triplex - Parte 2
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terça-feira, novembro 20, 2007
Cinemas King, outro fim anunciado?
Já há muito que sabiamos que o produtor Paulo Branco, proprietário da Medeia Filmes, detentora dos cinemas King e Nimas, em Lisboa, e com presença nos cinemas Monumental, Saldanha Residence, entre outros, estava em apuros financeiros. Depois dos megalómonos projectos falhados da exploração das salas de cinema do Alvaláxia e do Freeport de Alcochete, e com o fecho do cinema Ávila (do mesmo grupo), eis que se segue o encerramento do King, segundo o jornal Correio da Manhã (a propósito do fecho do Quarteto), para “a construção de garagens do Hotel Lutécia”.
O que vai ser da Atalanta Filmes, distribuidora que faz parte do grupo Medeia, e responsável pela programação do melhor cinema da cidade? Quem vai agora passar filmes menos comerciais, essencialmente europeus, asiáticos, nacionais ou independentes? É certo que não tinha o fulgor de outrora, mas pelas suas salas passaram grandes filmes de realizadores pouco conhecidos a par de conceituados cinaestas, ciclos de cinema de autor, sessões temáticas, uma programação de excelência, em salas muito mais confortáveis e com melhores condições do que por exemplo o Londres, Quarteto ou até mesmo algumas salas do Monumental ou Saldanha, numa zona com Metro, comboio e autocarros e numa das áreas residenciais e comerciais mais importantes de Lisboa (Av. Roma).

É óbvio que ninguém pode por as culpas no produtor, este tem um negócio, e tem de o gerir. Mas a Câmara Municipal, ou mesmo o Ministério da Cultura têm de estar atentos a estas situações. Com a saída de cena do King, abre-se uma grande lacuna em termos de programação cinéfila na cidade de Lisboa. E não estou aqui sequer a falar de um nicho de mercado dos mais residuais, estou a falar de uma imensa minoria, como vulgarmente se diz.
Cada vez mais, quem quer ver bom cinema tem de se limitar aos Festivais (de que o Indie ou o Doc são bons exemplos), ou a Cinemateca, que ainda assim não tem capacidade (nem será certamente do seu âmbito) para estrear novas produções. O Indie Lisboa, inclusive, já não irá usar o King como parceiro, optanto este próximo ano pela sala do Teatro Maria Matos, mesmo ao lado do King (a par do habitual cinema S. Jorge, Londres e Fórum Lisboa).
Alguém que pegue no Quarteto, faça as devidas obras, e adopte a programação cultural de distribuidoras como a Atalanta ou a Midas Filmes. Já que a Câmara não pega no extinto cinema Ódeon, mesmo ao lado do antigo Condes (actual Hard Rock Café). Salas camarárias como o S. Jorge ou o Fórum Lisboa poderiam também ter uma programação regular alternativa (que podia ser entregue a uma entidade privada), nos períodos em que estas salas não estão a ser usadas para festivais, concertos e outras actividades.
Aguardam-se mais novidades de mais uma atentado à cultura. Para já apenas existe uma pequena nota neste jornal.
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20.11.07
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sábado, novembro 17, 2007
Cinema Quarteto...fechado
Inspecção fecha cinema
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sexta-feira, novembro 16, 2007
Animal Collective, "Strawberry Jam" (2007)
Mais boa música que tem passado por aí nos últimos tempos. Fica a sugestão.
Track #1 Peacebone
(o trautear mais conhecido do último Verão, a seguir ao assobio de Superstars II de David Fonseca)
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16.11.07
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quarta-feira, novembro 14, 2007
Sicko, de Michael Moore
http://www.sicko-themovie.com
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terça-feira, novembro 13, 2007
Beirut "The Flying Club Cup" (2007)
Beirut: "Elephant Gun", do EP que antecedeu este álbum.
E um cheirinho de Final Fantasy (que tive a honra de conhecer há 2 anos em concerto na Galeria ZDB):
Final Fantasy - He Poos Clouds
Beirut: www.beirutband.com
Final Fantasy: www.myspace.com/owenpalletmusic
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13.11.07
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domingo, novembro 11, 2007
As Canções de Amor, de Christophe Honoré

Louis Garrel, é uma vez mais um actor fundamental num filme de Honoré. É um dos melhores actores da sua geração, estando mesmo a criar um estilo muito próprio. Cada filme em que participa, é como se acompanhassemos um pouco da sua evolução, um capítulo da sua vida, como se em todos os filmes em que entra (mesmo os que não são de Honoré), a personagem fosse a mesma, ainda que com diversas máscaras e em distintos ciclos da sua evolução. Essa personagem-tipo que Garrel está a construir é a do jovem inquieto, divertido, infantil, que não quer crescer, bon vivant e boémio. Este Ismael, sua personagem, não é muito diferente, mas está mais instrospectivo, mais maduro e pela primeira vez tem um emprego!. Neste filme, a sua personagem vê o seu triângulo amoroso desfazer-se devido a um acontecimento devastador.
O filme divide-se em três actos, sempre com música à mistura, que aqui não é um mero efeito decorativo. As músicas são do artista Alex Beaupain, interpretadas pelos próprios actores e conferem ao filme um efeito único que só os musicais conseguem criar. Sabemos o que vai na alma das personagens através desta excelente banda sonora. Ao mesmo nível de "Em Paris", "As Canções de Amor" é um filme original, que vai beber muitas das suas influências à Nouvelle Vague francesa, actualizando-a e refrescando-a, com uma boa história e realização, bons actores (incluido também Chiara Mastroianni), excelente banda sonora, e... Paris!
Let's look at the trailer:
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11.11.07
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sexta-feira, novembro 09, 2007
Festival Número Projecta 07
de 8 a 14 de Novembro, Lisboa
O Festival Internacional de Artes Multimédia, Cinema e Música está no Cinema S. Jorge, Quarteto (até que enfim, albergam novamente qualquer coisa a ver com cinema) e Centro Cultural o Século.
http://www.numero-projecta.com
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9.11.07
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quinta-feira, novembro 08, 2007
Interpol @ Coliseu de Lisboa

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quarta-feira, novembro 07, 2007
A Morte do Sr. Lazarescu
Estreia 8 de Novembro
Em Maio de 2006, referi aqui que este filme "foi um dos melhores filmes em competição no festival Indie Lisboa 2006 (recebeu uma Menção Especial), e espera-se que venha a ter estreia comercial porque é demasiado bom para ficar circunscrito ao circuito dos festivais". Ano e meio depois, quando já nem esperava por edição em DVD, eis que a Atalanta se lembrou de o distribuir. Fica o trailer para abrir o apetite.
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7.11.07
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terça-feira, novembro 06, 2007
Cinema Quarteto, o cinema fantasma
Em Janeiro de 2004, referi aqui o que Eduardo Prado Coelho no jornal Público sentenciava: "Mas também o Quarteto decaiu e se tornou um lugar inóspito onde quase ninguém se lembra de ir". Não podia estar mais certa a visão deste cronista, entretanto falecido. Recentemente voltei ao Cinema Quarteto, e deparei-me com um cenário no mínimo caricato. O Cinema Quarteto é o que considero um cinema fantasma. Neste momento a programação é constituida por filmes repetidos, de alguma qualidade, e em alguns casos passam pouco tempo depois da estreia, ou quando ja não se apanham em nenhuma outra sala, o que até considero positivo. Considero até que faz todo o sentido existir um cinema de repetições (antigamente Lisboa tinha vários cinemas de reprise, onde normalmente o povo via os filmes a preço acessível, já que as grandes estreias no Tivoli, Condes, Odeon, Eden, eram quase sempre para a elite). Contudo, não podia estar mais decadente, embora o atendimento até tenha sido exclusivo. O mesmo senhor que me vendeu o bilhete, foi quem projectou o filme. A sala estava vazia, e acabou por ser um previlégio o visionamento de um filme desta forma. O preço do bilhete parece-me demais, 4 euros, mas até entendo que haja custos a suportar. O bar estava fechado, provavelmente por ter sido um dia de semana à tarde, mas não tenho a certeza que abra à noite.
Mas há algo de único no Quarteto, um certo glamour decadente, como lhe chamaram aqui. São os posters vintage nas paredes, os acessos às salas, feitos via estreitas escadas, que por vezes subimos e descemos às escuras, as películas que já estão gastas, o cheiro a mofo, as cadeiras vermelhas já muito usadas e até os bilhetes antigos e em escudos (não sei se é assim intencionalmente, para dar um ar de revivalismo kitch ou porque a máquina é mesmo antiga). Foi um cinema de autor e de filmes de vanguarda (como se refere aqui), criado no pós 25 de Abril. É uma pena ver este cinema morrer. Por um lado a sua localização não é das melhores. Não se passada nada na Av. EUA, entre a Av. de Roma e Entre-campos, não há esplanadas, cafés ou comércio, só vai para aqueles lados que vive lá. Por outro lado, o Quarteto nos últimos anos, sempre teve dificuldade em competir com outras salas, o que advém do facto de muitos produtores serem igualmente distribuidores e até proprietários de cinemas (como é o caso da Castello Lopes). Ainda recentemente, as salas do Quarteto eram requisitadas para festivais e ciclos de cinema: Semana do Cinema Espanhol, Festival de Cinema Gay e Lésbico, Cinema Fantástico - Inatel, maratonas de filmes por altura de aniversário... hoje, pelo que me contam, até há sessões que atrasam porque há salas alugadas a entidades que nada têm a ver com a Sétima Arte (ao estilo cinema Império, se é que me estão a entender...). Alguém que pegue naquilo antes que seja tarde! Que bom seria poder ver lá, de forma regular, filmes que por exemplo tivessem passado em festivais como o Indie Lisboa, Doc Lisboa, Fantasporto ou Festroia, e para os quais há público. Talvez um dia...
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segunda-feira, novembro 05, 2007
O regresso dos Joy Division
A 15 de Novembro estreia por estas bandas o filme "Control", de Anton Corbijn, sobre a história de Ian Curtis, vocalista dos Joy Division. Fica aqui o trailer:
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domingo, novembro 04, 2007
Postais Ilustrados



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sexta-feira, novembro 02, 2007

Quem é Michael Moore? Um amigo da Humanidade, ou um mentiroso manipulador? A uma semana da estreia do novo filme deste realizador polémico, o Doc Lisboa passou, no passado domingo, "Manufacturing Dissent: Uncovering Michael Moore". O filme, inicialmente pensado como um documentário de elogio ao trabalho de Moore, acompanhou os seus movimentos durante a campanha eleitoral americana de 2004, na qual Moore tentou mobilizar o país para não votar em Bush, acompanhando também a estreia do polémico "Fahrenheit 9/11". Perante o facto de não conseguirem marcar uma entrevista com Michael Moore, o feitiço vira-se contra o feiticeiro, e como fiéis discípulos do modelo adoptado por este, o âmbito deste filme é alterado no sentido de desmascarar aquele que consideram um verdadeiro hipócrita. Adoptando então o modelo de entrevistas a conhecidos, amigos, rivais, colaboradores, etc, de Moore, o filme tenta por a nú os métodos e meios que o realizador utiliza nos seus documentários. São apresentadas algumas incoerências, processos de edição que revelam manipulação intencional, adulteração de factos, etc. Na verdade Moore até pode manipular a verdade em alguns momentos, mas ninguém é obrigado a acreditar em tudo o que vê, e a "verdade" que apresenta nos seus filmes deve ser sempre questionada e não apenas interiorizada como verdade absoluta. A sua visão das coisas deve ser entendida como isso mesmo, uma visão, como outra qualquer. Tem, contudo, o mérito de colocar na agenda política norte-americana (e mundial) determinados temas. Este documentário contra Moore, pode e deve ser também questionado, até porque também ele parece manipulador e tendencioso. Custa-me a crer que este filme, pensado originalmente como uma "homenagem ao mestre", passe tão facilmente para o seu oposto. Dizer mal de Moore acaba por ser fácil. Não sou particularmente fã do género Michael Moore, mas como se costuma dizer, não é com vinagre que se apanham moscas! Quem é afinal Michael Moore? Ficámos ainda sem saber.
O filme está editado em DVD pela Midas Filmes.
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quarta-feira, outubro 31, 2007
Praça do Comércio/Terreiro do Paço
Anos 70/80




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31.10.07
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Como cidadão que vive em Lisboa, e vê nos transportes públicos (e em particular nos Eléctricos) a solução mais viável para uma melhor mobilidade e qualidade de vida da cidade, associo-me a iniciativa do Fórum Cidadania Lx, no sentido de recuperar o Eléctrico 24, que a Carris tirou a Lisboa, prometendo repô-la em 1998, o que nunca aconteceu.
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terça-feira, outubro 30, 2007
"All About my Father", é um curioso documentário sobre um respeitado médico norueguês, que é também um mediático travesti. Realizado pelo seu filho, este filme conta-nos a história de uma família pouco convencional, através de algumas imagens antigas de Super 8, intercaladas com entrevistas aos familiares. Este homem tenta dar a conhecer o seu ponto de vista. Como o próprio defende, é um homem que tem um lado feminino que gosta de explorar, não deixa de ser homem por querer também ser mulher, mas só se sente completo podendo alternar ambas as formas de estar. É um homem que sempre se interessou por mulheres, e que, mesmo quando encarna uma, é por elas que se sente atraído. Mas mais do que a história de um travesti, este é um filme que aborda o impacto desse aspecto específico, numa família, a forma como os filhos (já adultos) se relacionam com o pai, como reagiram ao divórcio dos pais, a relação que têm com a actual madrasta (e a relação que esta tem com o seu marido), etc. A grande dúvida destes filhos é como continuar a ver no seu pai, um Homem, uma vez que ele também quer ser uma Mulher e se comporta como tal. Este filme permite-nos reflectir e debater as fronteiras do género, e por a nú as representações correntes acerca de sexualidades, géneros e identidades. Um travesti não tem necessariamente de ser homossexual, mas a coisa complica-se quando um travesti é heterossexual, casado e com filhos. Do ponto de vista social, como deve ser visto este homem? A questão fica por responder, porque 71 minutos é muito pouco tempo para chegar a alguma conclusão.
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30.10.07
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segunda-feira, outubro 29, 2007
Lisboa dentro, de Muriel Jaquerod e Eduardo Saraiva Pereira
Doc Lisboa 2007
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29.10.07
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Arquitectura de peso, de Edgar Pêra
Doc Lisboa 2007
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29.10.07
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quinta-feira, outubro 25, 2007

"Elle s'Appelle Sabine" é um documentário tocante e comovente sobre o percurso de vida de Sabine Bonnaire, irmã da realizadora do filme. Sabine desde cedo demonstrou um comportamento atípico, necessitava de cuidados especiais e de acompanhamento permanente. Assistimos a excertos de filmes de arquivo pessoal, que reunem 25 anos da vida de Sabine articulados com a actualidade. Relativamente ao passado ficamos a conhecer uma mulher, adolescente activa, com independência suficiente para ter a sua moto, que aprende a tocar piano (após ter de abandonar o ensino tradicional), que tem um discurso que flui quase tão bem como qualquer pessoa dita "normal". Contudo, resultado de deficientes diagnósticos, Sabine, hoje com 38 anos, é uma mulher completamente diferente. É impressionante a regressão de Sabine, após ter sido internada, sem um diagnóstico eficaz, durante 5 anos numa clínica para pessoas com deficiências mentais. Engordou 30 quilos, perdeu muita da sua autonomia, tem um discurso repetitivo, olhar catatónico, treme, baba-se e por vezes é agressiva e ordinária. Será que Sabine encontra-se no estado em que está apenas por causa da sua doença ou será que foi o contexto que lhe proporcionaram que provocou o actual cenário? Será que no sítio onde está hoje, com o diagnóstico correcto de Autismo (com comportamento psico-infantil) vai estancar esta regressão e permitir recuperar algumas das capacidades entretanto perdidas? Será que algum dia tudo isto vai ser diferente? São questões que a realizadora, actriz e irmã, Sandrine Bonnaire, coloca de forma muito pertinente, interrogando, com este caso particular, todo um sistema de saúde, o que faz de forma emotiva e sensível (de outra forma não poderia ser), e sem recorrer à lágrima fácil. Um retrato impressionante, que também devido à fama da actriz Sandrine Bonnaire, tem tido bastante eco pela Europa fora.
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25.10.07
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quarta-feira, outubro 24, 2007
Devendra Banhart
Smokey Rolls Down Thunder Canyon
1. Cristobal
2. So Long Old Bean
3. Samba Vexillographica
4. Seahorse
5. Bad Girl
6. Seaside
7. Shabop Shalom
8. Tonada Yanomaminista
9. Rosa
10. Saved
11. Lover
12. Carmensita
13. Other Woman
14. Freely
15. I Remember
16. My Dearest Friend
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24.10.07
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terça-feira, outubro 23, 2007

Este documentário de 2001, realizado por Sami Saif e a sua namorada Sophie Ambo (Sami Saif realizou posteriormente "Dogville Confessions", sobre "Dogville" de Lars Von Trier), foi uma agradável surpresa. Após a morte da sua mãe e do seu irmão, na Dinamarca (Sami também é dinamarquês), este jovem realizador de cinema (na altura com 28 anos) resolve encetar uma procura pelas suas origens e busca da sua identidade. Na verdade o pai de Sami é um antigo piloto de aviões oriundo de Iémen, que teve 2 filhos com uma dinamarquesa. Assistimos inicialmente à sua pesquisa, principalmente via telefone, e posteriormente (e após localizar os seus familiares), acompanhamos a sua visita ao Golfo Pérsico, onde encontra uma família surpreedente que o acolhe de uma forma muito original. A familia é assim. Por um lado não conseguimos viver sem ela, por outro queremos manter uma distância que nos permita respirar. E essa relação amor/ódio também está aqui presente, neste documentário com grande carga emotiva, emoção que no entanto contrasta (e bem) com uma vertente mais divertida. "Family" é um filme que facilmente joga com as nossas emoções, porque é simples identificarmo-nos com as personagens (que são reais). Trata-se de um registo imperdível, que merecia uma edição em dvd por estas bandas (penso que não existe sequer edição noutro país).
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segunda-feira, outubro 22, 2007

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domingo, outubro 21, 2007
The Idle Ones , de Virpi Suutari e Susanna Helke
Doc Lisboa 2007
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sábado, outubro 20, 2007
Como entender que um ser humano possa amar (no sentido literal) um cavalo. "Zoo", é um documentário ficcionado, que parte de um caso real e extremamente mediático há uns anos. A 2 de Julho de 2005, um homem morreu nas Urgências de uma zona rural dos EUA, vitima de perfuração do cólon provocada por um cavalo. Se à partida poderia ser um caso isolado, além de insólito, cedo se percebeu que o homem fazia parte de um grupo de homens oriundos de várias partes do mundo que se juntavam numa quinta e praticavam sexo com cavalos, filmando e gravando as suas actividades. Este documentário, tenta afastar o teor sensacionalista dado pelos media aquando do caso, procurando respostas do outro lado da história, ou seja, utilizando o testemunho dos protagonistas, desde homens envolvidos, até pessoal do hospital, ou criadores de cavalos, tentanto reconstituir os acontecimentos daquela noite. A voz off pertence a dois dos homens envolvidos, mas o documentário é protagonizado praticamente só por actores. De acordo com esses homens, o amor que sentem pelos cavalos é igual ao amor que o Homem normalmente sente pelos da sua espécie. Tentam justificar os seus actos dizendo que não faziam mal a ninguém e não entendem como podem ter passado de bestiais a bestas. Estranho é que perversamente tudo tenha sido sempre gravado, e amplamente partilhado na internet, meio de comunicação que, aliás, referem gostar muito. Um documentário que nos põe a pensar onde acaba o amor e começa a perversão.
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20.10.07
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quinta-feira, outubro 18, 2007
DocLisboa2007
5º Festival Internacional de Cinema Documental
18 a 28 Outubro
Culturgest, Cinema Londres, Cinema S. Jorge
http://www.doclisboa.org
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18.10.07
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quarta-feira, outubro 17, 2007

O filme já é de 2003, estreou cá em Maio de 2005, mas está actualmente em reposição no cinema Quarteto (sobre o cinema Quarteto falarei brevemente). Que bela surpresa é este filme, que incluo na categoria "pérolas escondidas". Aquando da sua estreia, o filme passou-me completamente despercebido.
Julien e Sophie são dois amigos de longa data, que desde crianças têm uma relação íntima e de certa forma doentia. Para se evadirem da realiadade em que vivem, criam uma espécie de mundo à parte, onde só os dois fazem sentido. Para isso contribui a existência de um jogo (“Cap ou pas cap”), em que constantemente se desafiam, numa alusão ao jogo Verdade ou Consequência, mas onde a segunda hipótese é sempre a escolhida. Os anos passam e ambos sentem que há um sentimento mais forte que nasceu, um amor com contornos trágicos, que os faz sofrer e quem os rodeia. As brincadeiras começam a ficar cada vez mais perigosas, ousadas e perversas, e apesar do amor que sentem um pelo outro, ambos demonstram uma grande resistência (teimosia até) em aceitar a Verdade (o Amor), em detrimento da Consequência. A aceitação do amor, será para eles o maior desafio, mas dificil de se concretizar. Love Me If You Dare, o título dado em inglês, faz assim, todo o sentido.
Com uma realização, que em muitos momentos nos faz lembrar inevitavelmente o universo fabuloso de Amelie Poulain, quer na cores usadas, planos escolhidos, a intersecção entre o que é realidade e o que é imaginação, ou até mesmo pela presença de narração em determinados momentos. Embora em termos estilisticos, seja uma colagem do que já vimos nesse filme de Jean Pierre Jeunet, o presente filme é muito mais do que essa semelhança. É uma história com um argumento muito original e com interpretações muito competentes de Guilhaume Canet (actor que é também realizador, nomeadamente do filme "Não Digas a Ninguém", que passou em Portugal este ano), e Marion Cotillard (cujas semelhanças com Audrey Tatout não devem ser inocentes). Quem pensa, pelo que aqui foi escrito, que estamos face a uma comédia romântica ou a um drama com contornos trágicos, desengane-se. "Jeux d'enfants", é muito mais do que isso. Os clichés do amor impossível estão lá todos, mas dificilmente pode ser catalogado de forma tão simplista. As quatro versões de "La Vie en Rose" que se ouvem durante o filme também contribuem para o universo místico e de fabulação desta película. É um conto de fadas dos tempos modernos, e levante o braço quem nunca teve um amor assim.
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17.10.07
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Marcadores: cinema
segunda-feira, outubro 15, 2007
The Shins
Wincing The Night Away
Excelente álbum. Dificil escolher uma música. Eis um dos singles do álbum, como amostra: "Phantom Limb".
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15.10.07
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Marcadores: música
domingo, outubro 14, 2007
Discos Voadores @ Incógnito Bar
O serão de 12 para 13 de Outubro marcou mais uma grande noite de Discos Voadores a sobrevoar o Incógnito.
Franz Ferdinand, CSS, Morissey, Smiths, Interpol, Editors, Arcade Fire, Depeche Mode, The Pippettes, Blur, etc etc... A lista completa aqui.
Um dos momentos altos da noite: Interpol "The Heinrich Maneuver"
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quinta-feira, outubro 11, 2007

Os Radiohead voltaram. Valeu a pena esperar. O álbum é muito bom. Aguarda-se agora que passem novamente por este rectângulo a que vulgarmente chamamos Portugal... aquela província de Espanha que às vezes fica esquecida quando as bandas passam em Madrid, Barcelona, etc. Para ouvir repetidamente.
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11.10.07
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quarta-feira, outubro 10, 2007
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10.10.07
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Marcadores: coisas
Na semana em que se assinala 8 anos que habito por aqui, deixo mais algumas fotos desta cidade noutros tempos.

Rua/largo de Sapadores, Lisboa, 1969. Artur Inácio Bastos, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Av. da República/Saldanha, Lisboa, 1967.João Brito Geraldes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
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10.10.07
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terça-feira, outubro 09, 2007
The Divine Comedy
Becoming More Like Alfie
Recordando... uma das músicas mais perfeitas que alguma vez foi feita.
Alfie!
Once there was a time
When my mind lay on higher things
And once there was a time
I could find pretty words to sing
But now, well now I find
It saves time to say what you mean
I know it seems so unrefined
But its time to let off some steam
Oh come on!
Everybody knows that no means yes
Just like glasses come free on the n.h.s.
But the more I look through them the more I see
Im becoming more like alfie
Once there was a time
When a kind word could be enough
And once there was a time
I could blindfold myself with love
But not nownow Im resigned
To the kind of life I had reserved
For other guys less smart than i
Yknowthe kind who will always end up with the girls
And besides
Everybody knows that no means yes
Just like glasses come free on the n.h.s.
But the more I look through them the more I see
Im becoming more like alfie
Oh come on!
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9.10.07
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Marcadores: música
segunda-feira, outubro 08, 2007
The Sopranos
últimos episódios - estreia hoje RTP2, 22:40

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8.10.07
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Marcadores: televisão
8ª festa do cinema francês

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8.10.07
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terça-feira, outubro 02, 2007
The Go Team!
Proof Of Youth
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2.10.07
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Marcadores: música
quarta-feira, setembro 26, 2007

Marion (Julie Delpy) e o seu namorado Jack (Adam Goldberg) após umas atribuladas férias em Veneza, resolvem passar dois dias em Paris, cidade mãe de Marion. Não existirá melhor lugar do que Paris para reacender a chama de uma paixão que já viu melhores dias, mas a cidade dos amantes, cedo se revelará a cidade de todos os amantes... dela. Julie Delpy escreveu e realizou esta que é a sua primeira longa metragem, bem ao estilo Richard Linklater (Delpy foi protagonista de Before Sunrise e Before Sunset do realizador), mas também com grande proximidade de diálogos, personagens e um enredo dado a equivocos, típico de Woody Allen. Aliás, Jack, interpretado por Adam Goldberg, é o tipico americano neurótico, medroso e hipocondriáco, à imagem de Allen (também judeu), e não será menos verdade dizer que Delpy nos faz lembrar também Diane Keaton, por exemplo em Annie Hall.

Julie Delpy, como realizadora e argumentista, consegue dar-nos um pouco mais do que essa colagem estilistica. Consegue fazer uma comédia romântica inteligente, que põe a um canto as típicas comédias românticas recheadas de lugares comuns. Contudo, o filme não é, seguramente, uma obra-prima, longe disso. É um filme despretensioso que nos apresenta uma Julie Delpy também ela própria neurótica, irritadiça, mal-educada e mentirosa, longe da imagem de menina bem comportada que temos dela. Todavia, a dada altura a fórmula do filme parece ter-se esgotado, e há claramente momentos de impasse ou pouco consistentes na história, e que poderiam ser resolvidos e tratados de forma diferente. Talvez, como li numa crítica no jornal Público, o filme fizesse mais sentido como curta metragem.
Por detrás da história da relação do casal propriamente dita, há toda uma critica presente, relativa aos estereótipos americanos e franceses, tais como as paranóias dos americanos quanto ao terrorismo, com alfinetadas à administração Bush, os comportamentos libertinos e boémios dos franceses e as demonstrações de xenofobia, machismo e preconceito dos taxistas.

Por fim, de salientar alguns pormenores curiosos. Os pais de Delpy no filme são de facto os seus pais, Adam Goldberg é seu ex-namorado e o gato Jean Luc é, na realidade o seu gato Max. Será esta a verdadeira Julie Delpy, que se quis mostrar ao mundo cinematográfico como é de verdade? Provavelmente não. E como bónus, uma pérola de tradução: diz Jack “I watched M until four in the morning” (refere-se a "M", filme de Fritz Lang de que é inclusive mostrado um excerto quando o mesmo está a ser visualizado); a tradução foi: “Estive a ver a MTV até às 4 da manhã”!
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26.9.07
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