Play, de Alicia Scherson

Esse é o ponto de partida para conhecermos Tristan, um jovem arquitecto em crise de identidade, numa altura da sua vida em que é abandonado pela sua namorada e o trabalho não lhe corre bem, tendo sido assaltado, confundido com outra pessoa e perdido a sua mala, só lhe restando voltar a viver com a sua mãe; e Cristina, uma jovem enfermeira que leva uma vida bastante simples e solitária, cuida de um velho judeu às portas da morte e que faz da imaginação e dos sonhos os seus melhores amigos. Na esperança que o seu dia-a-dia se torne menos aborrecido, rotineiro e monótono, Cristina resolve ir ao encontro do dono da mala (e dono dos objectos que dela fazem parte: IPod, isqueiro, carteira, documentos, cigarros e fotografias).
O que se segue é o entrelaçar das vidas destas duas personagens, que só se cruzam verdadeiramente no final, e cuja história nos é apresentada de forma inteligente mediante a articulação entre cenas reais e espaço onírico e imaginário e recorrendo formalmente ao cruzamento entre histórias e à apresentação da visão e pontos de vista das diferentes personagens. Trata-se de uma crónica inventiva e criativa na qual a música tem um papel fundamental e que não é apenas decorativo, servindo muitas vezes como evasão da realidade, na vida das personagens, aspecto que confere ao filme um lado mágico e delicioso, de verdadeira fábula da vida contemporânea.
O que se segue é o entrelaçar das vidas destas duas personagens, que só se cruzam verdadeiramente no final, e cuja história nos é apresentada de forma inteligente mediante a articulação entre cenas reais e espaço onírico e imaginário e recorrendo formalmente ao cruzamento entre histórias e à apresentação da visão e pontos de vista das diferentes personagens. Trata-se de uma crónica inventiva e criativa na qual a música tem um papel fundamental e que não é apenas decorativo, servindo muitas vezes como evasão da realidade, na vida das personagens, aspecto que confere ao filme um lado mágico e delicioso, de verdadeira fábula da vida contemporânea.
Não sendo uma obra prima, “Play” facilmente reuniu consenso entre os espectadores do Indie Lisboa, arrecadando o principal prémio do certame.
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