segunda-feira, agosto 25, 2008

Incêndio no Chiado - 20 anos

Já aqui falei este ano dos 20 anos do grande incêndio do Chiado.
Hoje, 20 anos depois, começa a falar-se da conclusão da sua reconstrução pelo mesmo arquitecto que lhe deu novamente vida, Siza Vieira.

Fica mais uma vez aqui o registo do país em memória.

E algumas notícias sobre o assunto:
Chiado atirou decadência pela colina abaixo
Vereador teme tragédia na Baixa-Chiado
Comerciantes lamentam a falta do "charme" de antigamente

segunda-feira, julho 21, 2008

Sugestões cinema

Em plena silly season, vale a pena ver ou rever 2 filmes que passaram no Indie Lisboa. São eles, "The Hottest State" de Ethan Hawke, que passou nesse festival em 2007, e "Joy Division", de Grant Gee, que passou este ano.

Ver apontamentos dessa altura aqui e aqui.

Segue o trailer de "The Hottest State", dos dois filmes, o menos mediático.

domingo, julho 20, 2008

Festival Oeiras Alive 2008 (10/07/2008)

Com algum atraso, fica aqui o registo fotográfico do dia 10 de Julho do festival Oeiras Alive.
Um dia com um cartaz apetecível, mas que pecou por ter vários concertos em simultâneo. Aqui ficam os que assisti num dia e noite de calor intenso: Vampire Weekend, MGMT e The Hives. Com muita pena não acompanhei The National e Spiritualized.
E o Festival SBSR aqui tão perto... e no mesmo dia... Beck e Duran Duran. Não se faz!

MGMT

The Hives


Vampire Weekend

O meu irmão é filho único, de Daniele Luchetti (2007)

"Mio fratello è figlio unico" é um dos mais recentes filmes italianos a chegar às nossas salas. A verdade é que filmes provenientes deste país são cada vez mais escassos, por estas bandas, se exceptuarmos os clássicos que a cinemateca passa regularmente ou os filmes de Nani Moretti. Este filme, passado nos anos 60/70 em Itália, conta-nos a história de dois irmãos e a sua família nuns conturbados anos políticamente agitados. Accio, outrora beato, é fascista, Manrico, seu irmão, é um comunista revolucionário. Ambos têm a agitação no sangue, a luta ideológica na pele, e cada um à sua maneira, tenta ser um elemento activo na história política do seu país. Mas este não é apenas um filme político, é essencialmente um filme de afectos. Além destes dois irmãos existe uma irmã, igualmente agitada e revolucionária, e os pais de classe operária, vitimas de injustiças sociais e crentes acérrimos numa mudança de vida. Trata-se de um filme fascinante, pelos valores que transmite, aliando de forma muito interessante o poder ideológico e o peso da do meio e da herança familiar. Um filme que recupera a boa tradição dos filmes históricos, de contar uma história no tempo, de acompanhar personagens em diversos períodos da sua vida e em alturas e marcos importantes do seu país. Um filme que apesar de tudo, poderia ter durado mais algum tempo, e aproveitado esses minutos adicionais para conseguir explorar de forma mais elaborada a personagem de Manrico (já que a história é contada/narrada pelo irmão mais novo, Accio), a personagem da namorada de Manrico, que a dada altura divide os irmãos (por motivos óbvios) ou mesmo da irmã. Ainda assim, estamos perante um belo filme a não perder.

segunda-feira, julho 07, 2008

"Replica Sun Machine" - The Shortwave Set (2008)

Em semana de Oeiras Alive, uma banda que lá faria todo o sentido. The Shortwave Set têm um novo álbum completamente viciante. Aqui fica "No Social".

www.myspace.com/theshortwaveset

www.theshortwaveset.com

domingo, julho 06, 2008

A Rapariga Cortada em Dois, de Claude Chabrol (2007)

Completamente oposto ao filme comentado no post anterior, "A Rapariga Cortada em Dois", é um filme muito mais monótono, chegando mesmo a ser chato em alguns momentos. O novo filme de Claude Chabrol, tem no entanto o mérito de ter excelentes interpretações de Ludivine Sagnier, que vimos recentemente em "As Canções de Amor" e Benoît Magimel, de quem me recordo de "A Pianista". A história, essa é sobre uma rapariga que tem o coração quase literalmente cortado em dois. Trata-se de uma aspirante a vedeta de tv, ambiciosa, que se envolve amorosamente com um escritor famoso, apaixonando-se por este, mas acabando por casar com um excêntrico jovem milionário que beija o chão que ela pisa. Trata-se de uma história de jogos sexuais e morais, que vive de um triângulo amoroso algo coxo e pouco convincente. Um filme que faz juz ao ditado "nem tudo o que parece, é", que vive essencialmente de bons diálogos. Destaque para algumas cenas passadas em Lisboa, aspecto que acaba por ser no mínimo interessante.

O Segredo de um Cuscuz, de Abdel Kechiche (2007)

Três semanas distam o visionamento do filme e a escrita deste texto. No entanto, está bastante presente na minha memória a constatação de que estamos perante um dos melhores filmes dos últimos tempos. Nem as cerca de 2h30 de filme são motivo de desânimo, pelo contrário, é um filme que nos consome do primeiro ao último minuto. De forma bastante documental, este filme realizado por Abdel Kechiche, conta-nos a história do Slimane, pai de uma grande família, recém desempregado de um emprego precário, que está numa fase da vida em que, com os seus 60 anos, já faz um balanço dos anos vividos, concluindo que poderia ter feito muito mais, que não deixará nada material aos seus entes queridos, ambicionando ainda dar fôlego e rumo à sua vida, neste terceiro acto que agora se inicia. A tarefa não se adivinha fácil. As burocracias associadas a esse tipo de negócio aliadas à discriminação da sociedade francesa relativamente às comunidades imigrantes (que no fundo, também a constituem), são temas constantes. Muito importante é o papel da família, numa clara união familiar que reune filhos, netos, cunhados e noras, amigos, etc. Todos trabalham para ajudar este amado pai de família, que apesar de achar que toda a vida falhou não é assim que é visto por quem o ama e o admira. As interpretações são bastante boas, principalmente da enteada Rym, que protagoniza pelo menos dois grandes momentos do filme. Há alturas em que sentimos que fazemos parte daquela família, gostávamos de estar ali, também queriamos ajudar no que fosse preciso. E quando o cinema consegue despertar no espectador este tipo de sensações, então está tudo dito!

segunda-feira, junho 30, 2008

O Rossio na Betesga

Este é o título de uma reportagem que passou hoje no Jornal da Noite da Sic. Este é o Rossio, coração da cidade, que fica deserto quando as lojas e cafés fecham, cujas casas estão em risco de ruína e desabitadas. Como é referido na reportagem, houve uma família que se mudou para a praça mais central de Lisboa o ano passado, e duplicou o número de pessoas a viver nessa praça.
Para quando uma revitalização séria da Baixa Pombalina? Projecto há muitos, mas há coisas tão simples que podiam ser feitas para evitar esta desertificação e nem sequer são pensadas.

Excertos da reportagem aqui.

Postal Ilustrado do Rossio, anos 70/80, quando ainda tinha vida (embora também tivesse carros)

domingo, junho 29, 2008

Magnetic Fields @ Aula Magna 26-06.2008

Um regresso quente dos Magnetic Fields a Portugal. Quente porque foi intimista, próximo, sussurante. Mas igualmente quente porque a Aula Magna estava com uma temperatura muito pouco agradável. Num registo essencialmente acústico, a banda de Stephen Merrit conseguiu convencer, mesmo com um intervalo de 15 minutos a meio.

Alinhamento:

When I'm Out of Town (The 6ths)
No One Will Ever Love You (69 Love Songs)
California Girls (Distortion)
Walking My Gargoyle (The Gothic Archies)
The Nun's Litany (Distortion)
I Looked All Over Town (i)
Epitaph For My Heart (69 Love Songs)
I Don't Believe You (i)
Dreams Anymore
The Little Ukulele
All Dressed Up in Dreams (The 6ths)
Zombie Boy (Distortion)
Papa Was a Rodeo (69 Love Songs)
Take Ecstasy With Me (Holiday)
Courtesans (Distortion)
Crows Everywhere (The Gothic Archies)
Too Drunk to Dream (Distortion)
The Book of Love (69 Love Songs)
No River (Future Bible Heroes)
Drive On, Driver (Distortion)
What a Fucking Lovely Day! (Showtunes, Stephin Merritt)
Yeah! Oh, Yeah! (69 Love Songs)
It's Only Time (i)
Three-Way (Distortion)
As You Turn to Go (The 6ths)
Grand Canyon (69 Love Songs)

Ler crítica aqui.

sábado, junho 21, 2008

Um ano de Cimema(s) - Os melhores filmes

Mais uma vez, durante os meses de Verão, a Medeia Filmes faz uma retrospectiva dos melhores filmes estreados durante o ano que passou (entre Junho 2007 e Junho 2008).

Lisboa:
NIMAS - 26 DE JUNHO A 3 DE SETEMBRO

Porto:
CINE ESTÚDIO DO TEATRO DO CAMPO ALEGRE
3 A 30 DE JULHO E DE 4 DE SETEMBRO A 8 DE OUTUBRO

Programação aqui.

Irina Palm, de Sam Garbarski (2007)

À primeira vista esta poderia ser a história de um telefilme género Casos da Vida, senão vejamos a sinopse do filme: "Maggie é uma mulher de meia-idade que tem de arranjar dinheiro para pagar a operação que vai salvar a vida ao seu neto. Sem recursos financeiros alguns, tenta o seu melhor para não deixar que o filho, Tom, e a nora, Sarah, desesperem". Mas a verdade é que este filme é muito mais que uma simples historieta de puxar a lágrima. Aliás, pouco tem a ver com tal cenário. Irina Palm, nome de código de uma mulher - interpretada por Marianne Faithful - cujas necessidades financeiras supracitadas impõem uma mudança radical na sua vida. Habituada a viver numa pequena comunidade, de vida pacata e segura, Maggie vai ao engano e pensando ter arranjado um emprego nas limpezas, descobre que afinal será "masturbadora" num peep show. Com uma sala só para si, a sua única tarefa é aliviar a tensão de alguns, os quais não vê o rosto, dado que estes apenas "entram" na sala através de um pequeno orificio. A pouco e pouco torna-se célebre, digna do já referido nome de código, procurada por cada vez mais clientes e desejada pela concorrência. Maggie acaba também por ter de lidar com a vergonha que o seu filho tem por si quando descobre a situação, ou a atracção que entretanto começa a nutrir pelo seu mafioso chefe. Trata-se de uma história invulgar, mas que no entanto acaba por servir de pretexto para se abordarem questões como o emprego na velhice, o amor depois dos 60 ou os vicios privados de pequenas comunidades hipócritas e ultra conservadoras. Marianne Faithfull tem aqui uma prestação notável, o que de melhor tem este filme mediano.


quarta-feira, junho 18, 2008

Viagens no Oriente

No seguimento da colaboração entre a associação Zero em Comportamento e o Museu Oriente, destaque para um novo cliclo de filmes com um programa composto, maioritariamente, por filmes inéditos em Portugal. Todos os filmes são apresentados com legendas em português e custam 3€ por sessão. De 18 de Junho a 28 de Julho.

18 de Junho
18h00 L’Intouchable, de Benoit Jacquot

22 de Junho
18h00 How Is your Fish Today?, de Xiaolu Guo

26 de Junho
18h00 Workingman’s Death, de Michael Glawogger

2 de Julho
18h00 L’Intouchable, de Benoit Jacquot

6 de Julho
18h00 Born into Brothels, de Ross Kauffman e Zana Briski

9 de Julho
18h00 How Is your Fish Today?, de Xiaolu Guo

10 de Julho
18h00 Taking Father Home, de Ying Liang

13 de Julho
18h00 Taking Father Home, de Ying Liang

17 de Julho
18h00 A Tree in Tanjung Malim + Company of Mushrooms + South of South, de Tan Chui Mui

20 de Julho
18h00 Flower in the Pocket, de Seng Tat Liew

24 de Julho
18h00 Pátria Incerta, de Inês Gonçalves e Vasco Pimentel + A Ilha da Boavida, de Mercês Gomes

28 de Julho
18h00 Flower in the Pocket, de Seng Tat Liew

Mais informações aqui.

segunda-feira, junho 16, 2008

The Last Shadow Puppets - The Age Of The Understatement (2008)

Já tem alguns meses, no entanto é um disco intemporal. The Last Shadow Puppets é o novo projecto do vocalista dos Artic Monkeys, Alex Turner, que tem a colherada de Owen Pallett dos Final Fantasy. Com uma sonoridade muito cinéfila a respirar anos 60, 70, esta pode ser uma excelente banda sonora de viagens sem rumo.

The Age Of The Understatement



Standing Next To Me

domingo, junho 08, 2008

My Blueberry Nights, de Wong Kar-wai (2007)

Um filme de Wong Kar-wai é sempre um bom filme, mesmo que desta vez o realizador tenha trocado as habituais paisagens e ambientes de Hong Kong para se mudar de armas e bagagens para a América (aparentemente porque a protagonista nao fala outra língua que nao o inglês). Não havia necessidade... mas ainda assim o saldo é positivo, conseguindo manter a qualidade a que já nos habituou, muito embora este seja francamente um filme menor na sua carreira. Kar-wai regressa às histórias de amor confusas, desencontros amorosos, paixões aparentemente impossíveis e dificeis, raptando ao campo musical a cantora Norah Jones e repescando um dos sex symbol do cinema americano, o inglês Jude Law. Os planos lentos alternados com rápidos avanços, a conjugação explosiva de cores, a música permanente que não é apenas pano de fundo, os neons... etc, estão lá, remetendo-nos para o saudoso Chunking Express, que aliás, é o filme do realizador que mais se assemelha com este. A história do filme, essa, tem pouco fôlego... começando muito bem, perdendo-se lá para o meio... e terminando de forma previsvel. Mas apesar disso, vale a pena experimentar esta nova fase de Wong Kar-wai com um filme que até tem uma interessante participação especial de Cat Power, que contribuiu também para a banda sonora. Não foi uma viagem totalmente perdida.

sexta-feira, junho 06, 2008

Vampire Weekend - Vampire Weekend (2008)

Não tenho tido muito tempo para postar por aqui. No entanto, há muito tempo que ando para partilhar esta banda.

Aqui fica uma versão para a MTV de "Oxford Comma" para começar bem o Verão, que aparentemente vai ser dos mais quentes...