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sábado, novembro 14, 2009

Kings of Convenience @ Coliseu Lisboa

No dia 4 de Novembro, vindos de concerto em Braga, desceram a Lisboa os Kings of Convenience. Não tinha ainda tido oportunidade de os ver, apesar de ser a 3ª vez que vêm a Lisboa. Concerto bastante profissional, grande interacção com o público, e um final que já começa a ser moda traduzido no convite aos espectadores para subir ao palco e que pode ser visto aqui neste video encontrado no youtube, entre muitos...


E o video de "I'd rather dance with you":

quinta-feira, outubro 08, 2009

Au Revoir Simone @ Aula Magna

No passado dia 5 de Outubro, dia feriado, viveu-se um verdadeiro dia de implantação da euforia na Aula Magna, com direito a pulos no palco...


domingo, novembro 09, 2008

Ladytron @ Lux 4-11-2008

Os Ladytron já andam por estas vidas da música há uma série de anos, e pontualmente até têm passado por Portugal, contudo este não deixava de ser um dos concertos mais aguardados do final deste ano, e só podia ser numa sala a condizer com a estética e aura electropop da banda, o Lux. Concerto muito certinho, excepto nas horas, atrasaram-se uns bons 45 minutos, muito fiel ao último álbum "Velocifero" (que aqui referi em Maio). Quanto às músicas mais antigas a tendência foi actualizarem a roupagem das mesmas, o que é sempre de louvar, numa banda que se apresenta muito mecânica e algo fria em palco, mas que não nos deixa de cativar e nos transportar para uma atmosfera simultaneamente futurista e revivalista.
Embora o som a principio não se apresentasse nas melhores condições, foi sem dúvida um óptimo concerto.

Fica aqui mais um single do último álbum: "Runaway"

domingo, abril 13, 2008

David Fonseca @ Coliseu Lisboa - 12-04-2008

David Fonseca esteve pela primeira vez a solo no Coliseu de Lisboa, para um concerto apoteótico, bastante imaginativo, colorido e acima de tudo com uma prestação muito eficiente do cantor e sua banda. Não sou o maior conhecedor da sua obra, embora já acompanhe o seu percurso desde o inicio, provavelmente por termos nascido na mesma zona geográfica. No entanto apenas assisti a um concerto dos Silence 4 em 1996 ou 97 (ainda em Leiria), e tenho ouvido superficialmente os seus álbuns a solo, embora com mais atenção este último, talvez pela versão de Rocket Man de Elton John. É um artista que não se limita a tocar canções. Existe uma componente visual muito apelativa e um cuidado muito especial com a imagem a que já nos habituou nos seus videoclips. Apesar desta ida ao concerto ter sido uma "borla", não me arrependeria de ter pago bilhete para este concerto. Na primeira parte, Rita Redshoes (ou a Tori Amos portuguesa), foi uma supresa muito agradável.
A crítica, deixo-a para os profissionais, aqui.

sexta-feira, março 28, 2008

Portishead @ Coliseu Lisboa - 27/03/2008

O regresso dos Portishead a Portugal só poderia ser coisa memorável. Não digo que tenha sido o concerto de uma vida, porque apesar de fã não sou fanático, mas é claramente um dos concertos de uma vida. Mais do que registar os momentos com telemóveis, ou máquinas fotográficas, o essencial é viver os momentos, e saborear a voz sofrida de Beth Gibbons a poucos metros de nós. É um daqueles momentos únicos e dificilmente repetíveis. Após uma excelente prestação dos A Hawk and a Hacksaw (a merecer uma sala só para eles, de preferência a Aula Magna), os Portishead provaram que sabem ser excelentes profissionais, irrepreensíveis, aliando passado e presente de uma forma muito harmoniosa. O novo álbum, para quem já ouviu, é muito mais crú e ruidoso (também os Radiohead mudaram radicalmente e nem por isso ficaram piores), mas funciona muito bem ao vivo. Beth Gibbons, tímida e desengonçada salta para a plateia no final do concerto, para receber os merecidos beijos e abraços. Um concerto magistral. Voltem sempre!


Críticas:




quarta-feira, março 26, 2008

Portishead em Portugal

É hoje o regresso dos Portishead a Portugal, 10 anos depois do tal "concerto da vida" de tanta gente no Festival Sudoeste (eu não estava lá). O primeiro acto é hoje no Coliseu do Porto, seguindo-se amanhã o Coliseu dos Recreios em Lisboa. A primeira parte fica a cargo dos A Hawk and a Hacksaw, banda que já tive oportunidade de ver na Galeria ZDB há uns anos.
Sexta feira é lançado o novo álbum, justamente o "Third" álbum da banda, que por estas bandas já anda a ser digerido calmamente, mas que à partida demonstra uma clara ruptura com o ambiente trip hop dos álbuns anteriores, que já têm uma década.
Para salivar, aqui fica o primeiro single: "Machine Gun"

sábado, janeiro 19, 2008

The Go Team! @ Lux-Frágil 18/01/2008

Do It, Do It, Allright!

E eis que os Go Team encheram a pequena sala de concertos do Lux para, com a sua excentricidade, colocar cerca de 600 pessoas a dançar valentemente. Ecléticos, barulhentos, saltitantes e bem humorados, os Go Team sabem, sem dúvida, aquecer uma sala. Lamentavelmente o concerto durou apenas pouco mais que uma hora, o que é pouco, para uma banda que é capaz de nos deixar a dançar a noite toda. Nota negativa para o som da sala (demasiado alto para uma sala daquelas dimensões), o preço dos bilhetes (20euros) e o potentissimo ar condicionado.Os Go Team provam ser uma banda nitidamente vocacionada para festivais. Proponho uma permuta: Arcade Fire num Coliseu, e The Go Team num dos próximos festivais que se avizinham.

domingo, dezembro 09, 2007

Nouvelle Vague @ Casino de Lisboa

8-12-2007

Nunca tinha ido ao Casino de Lisboa e também só tinha entrado uma vez num casino (Estoril) para ver um concerto dos The Gift. Contudo, era lá que os Nouvelle Vague iam dar uma espécie de after-show (coisa rara por cá), poucos minutos depois de sairem da Aula Magna. O concerto foi gratuito, pelo que já se esperava uma afluência significativa. Ficou provado que fazer concertos em Casinos não é lá muito boa ideia, principalmente quando são feitos no meio das áreas de jogo e junto à área de restauração (a chamada Arena Lounge)... Quanto aos Nouvelle Vague, confesso que não tinha ideia que tanta gente os conhecia, que se tinham tornado num fenómeno relativamente massificado, e que cada vez que vêm cá esgotavam salas. Na minha ignorância, pensava poder ver o concerto com alguma tranquilidade. Apesar das condições adeversas, a visibilidade era boa, mas o som péssimo, não por culpa da banda, que tocou durante 1h15 com direito a encore, após terem dado um concerto de perto de 2h na Aula Magna. Mas aquele não era só o público que não conseguiu bilhete para o concerto (e que os tentou ouvir e ver atentamente), era também gente que estava no casino não só para jogar como para confraternizar (gente que nessa noite não tinha os bares da Expo, ja que estavam fechados devido à cimeira UE-Africa) e que, portanto, não se calavam! Ainda que acústico e apenas com 4 elementos da banda (um teclista, um guitarrista, duas cantoras), deu para perceber que não convém perder uma futura oportunidade (e não duvido que seja num futuro próximo).

Set list:
dancing with myself
ever fallen in love?
blue monday
human fly
guns of brixton
too drunk to fuck
heart of glass
dance with me
escape myself
love will tear us apart
just can't get enough
plans for nigel
a forest
teenage kicks
tainted love (encore)

quinta-feira, novembro 08, 2007

Interpol @ Coliseu de Lisboa

7/11/2007

Coliseu cheio, ambiente incendiário, é caso para chamar a polícia, é caso para chamar os Interpol!

Concerto eficiente, nem muito efusivo, mas nem por isso deprimente. São os Interpol a não fugir muito ao seu registo habitual (que já tinham apresentado em Junho no Festival SBSR), mas ainda assim a levar os fãs mais acérrimos ao êxtase.
Crítica e fotos no site Blitz.

sexta-feira, julho 06, 2007

Scissor Sisters + Interpol + Gossip

SBSR, 5/07/2007

Ao terceiro dia do 2º acto do festival, a temperatura era bem melhor, o vento intenso deu lugar a uma brisa refrescante para minimizar o calor que esteve o dia todo.
Os Scissor Sisters arrebataram completamente o prémio de melhor animação da noite, os Interpol, na sua onda dark side, conseguiram o prémio de momentos mais altos da noite, e os Gossip surpreenderam, nomeadamente a sua pesada anfitriã, desbocada, ligua afiada q.b., animada, e com um vozeirão de se fazer ouvir do outro lado do rio.
Fotos: Blitz

quinta-feira, julho 05, 2007

Maximo Park no SBSR
2º dia, 4/07/2007

O segundo dia, muito mais ventoso, trouxe a surpresa que é ver Maximo Park ao vivo. Extremamente simpáticos, e com um vocalista muito dado a conversas entre as músicas (o que até encurtou o alinhamento), os Maximo Park viciam e sabem aquecer um recinto que naquela altura estava gelado...

Foto: Blitz

quarta-feira, julho 04, 2007

Arcade Fire + Bloc Party
13º Festival SBSR, 3/07/2007

Os profissionais da música milimetricamente criada, Bloc Party, e os sempre apoteóticos Arcade Fire, estiveram no primeiro dia do segundo acto do festival SuperBock SuperRock deste ano.
Excelentes concertos num ambiente quente refrescado pelo tão saboroso orvalho e chuviscos que se fizeram sentir no recinto, ontem à noite.
Fotos in Blitz

segunda-feira, junho 04, 2007

Andrew Bird
Cinema S. Jorge, 31 de Maio

Dia 31 de Maio a sala principal do cinema S. Jorge abriu as portas para receber Andrew Bird, numa altura em que o artista promove o seu último álbum Armchair Apocrypha. A sala praticamente esgotou, para meu espanto, que não pensei que houvesse tanta gente interessada em ouvi-lo. O artista fez-se acompanhar por outros músicos, mas claramente os melhores momentos da noite foram os que tocou a solo. Um bom concerto, embora com uma dinâmica um pouco sonolenta.
Fotos: Blitz

segunda-feira, abril 23, 2007

Patick Wolf no Lux, 18/04/2007

A hora do lobo...


Às vezes esquecemo-nos que este rapaz irlandes só tem 23 anos. Dono de uma voz potente, de um estilo inconfundível, Patrick Wolf deu um concerto curto (1hora) mas bastante pleno, na passada quinta-feira no Lux. Sala quase cheia para receber este senhor, que aproveitou para mandar umas bocas à nossa companhia aérea por lhe ter perdido as malas, o que o obrigou a usar (ou nao conseguir usar) um violino emprestado e a correr para uma loja, que disse ser de "roupa de miudas", comprar umas calcinhas tom de zebra e uma camisa meio rasgada. A acompanhar Wolf nesta revisitação pelo seu último àlbum "The Magic Position", esteve a banda que o acompanha, que por sinal tem uma violinsta cujo adjectivo "querida" se aplica perfeitamente. Regressou ao palco por duas vezes e lá seguiu para Braga onde iria actuar no dia seguinte.

Fotos: Blitz

segunda-feira, dezembro 11, 2006

The Gift no CCB
10-12-2006

Em 1998 o single "Ok Do You Want Something Simple" tocava nas discotecas, mas não era um sucesso. A irritante balada "Borrow" dos igualmente irritantes Silence 4 era o sucesso musical do momento no panorama musical português. Não que o single dos The Gift fosse excelente, mas naquela altura significava um abrir de portas para um album que respirava sonoridades que habitualmente não se ouviam por cá. Embora tenha uma relação estranha com este grupo, tem me acompanhado ao longo dos anos. As músicas são tão envolventes que ao fim de algum tempo conseguem sufocar a ponto de passar meses sem os poder ouvir. Foi após um período sabático de Gift que resolvi assistir ao concerto de domingo, 10 de Dezembro no CCB mesmo sem ter ouvido o último álbum. É de louvar que após 8 anos do lançamento do seu primeiro albúm comercialmente editado, esta self made band se mantenha ainda na ribalta a aparentemente com cada vez maior adesão. Os Gift reinventam-se e é nessa logica que o último álbum lançado mais não é que um best of ao vivo cujas músicas se revestem de novas roupagens. Mas essencialmente sempre achei que a banda se dá muito bem em palco e o referido concerto não foi excepção. Dividido em duas partes, uma mais calma, a outra electrizante, o concerto finalizou com uma grande versão de Absolute Beginners de David Bowie (que curiosamente encerrou a Vynil Tour no Coliseu em 1999, concerto no qual estive presente), porque eles afinal, estão apenas a começar...

domingo, julho 16, 2006

Josh Rouse String Quartet
23/06/2006 Aula Magna, Lisboa

Foto de Alexandra Vaz

domingo, junho 11, 2006

Festival Super Bock Super Rock
Parque Tejo, 07-06-2006

Editors, dEUS, Linda Martini, Franz Ferdinand


sábado, abril 29, 2006

Finalmente! Belle And Sebastian em Portugal
17 de Julho, Coliseu de Lisboa
29 euros

domingo, novembro 20, 2005

12 de Novembro 2005, Aula Magna, "Devendra Banhart and The Hairy Fairy"

12 de Novembro, típico sábado chuvoso de Outono, pós S. Martinho. O cheiro das castanhas ainda paira no ar. Na Aula Magna de Lisboa, Devendra Banhart actua perante uma sala praticamente cheia. Confesso que foi das poucas vezes que me aventurei na ida a um concerto sem conhecer muito bem o artista, mas o último álbum de Devendra, "Cripple Crow" não me saía da cabeça, e revelou-se diferente do que o senhor tinha feito antes, já que foi produzido enquanto banda, ao contrário dos anteriores "Rejoicing in the Hands" ou "Niño Rojo", que viviam mais da voz e guitarra de Devendra, e que não me tinham seduzido tanto. Apesar do tempo de espera na desconfortável plateia da Aula Magna, e o sacríficio da primeira parte com uma indescritível (pelos piores motivos) banda, de nome "Caveira", que representou um dos piores 30 minutos da minha vida, felizmente a hora e meia seguinte foi supreendente e até emocionante. A acompanhar Devendra, os Hairy Fairy (fadas cabeludas). A ideia que tinha deles (e do próprio Devendra) era a de uns gadelhudos, barbudos que com os seus tambores, rastas, pulgas e cães poderiam estar num qualquer miradouro do Adamastor perto de nós, mas a verdade é que os meninos tomaram banho, ou não estivessem em tão ilustre sala. O ambiente era familiar, ao fim da primeira música todo o público estava rendido, e as dores de costas e o pouco espaço para as pernas foram esquecidos. I Heard Somebody Say que "o homem sabe animar uma sala", prova disso é que voltaram duas vezes ao palco para encores. Uma noite de sábado bem passada.

A foto é cortesia de http://www.ruadebaixo.com/.

segunda-feira, novembro 14, 2005

3 Novembro 2005, Galeria ZDB, "Final Fantasy"

Em noite de MTV Europe Music Awards, a galeria ZDB trouxe a Lisboa o violinista canadiano Owen Pallett com o projecto alternativo Final Fantasy. Owen trabalha com os Arcade Fire, o que talvez possa justificar a mini enchente que se verificou na ZDB no dia 3 de Novembro. Apresentando-se descalço e contando piadas entre cada música arrancando do público risota em únissono e fazendo humor com pequenas histórias do seu dia-a-dia, Owen Pallett surpreendeu pela positiva, exorcisando os seus demónios quando gritava para dentro do seu violino (e os gritos chegavam a assustar quem passava pela Rua da Rosa). Por oposição apresentou-se também como Ser angelical, deliciando-nos com as músicas do seu recente álbum Has A Good Home e também algumas versões. Segundo o site da Ananana "o álbum mostra um universo de referências que vão de Philip Glass ou Michael Nyman a terrenos folk, não faltando o apelo pastoral de uns Belle & Sebastian ou o onirismo de uma Virginia Astley". Enfim, para quem gosta de Patrick Wolf e Andrew Bird, Phillip Glass, Belle and Sebastian e afins...