segunda-feira, junho 30, 2008

O Rossio na Betesga

Este é o título de uma reportagem que passou hoje no Jornal da Noite da Sic. Este é o Rossio, coração da cidade, que fica deserto quando as lojas e cafés fecham, cujas casas estão em risco de ruína e desabitadas. Como é referido na reportagem, houve uma família que se mudou para a praça mais central de Lisboa o ano passado, e duplicou o número de pessoas a viver nessa praça.
Para quando uma revitalização séria da Baixa Pombalina? Projecto há muitos, mas há coisas tão simples que podiam ser feitas para evitar esta desertificação e nem sequer são pensadas.

Excertos da reportagem aqui.

Postal Ilustrado do Rossio, anos 70/80, quando ainda tinha vida (embora também tivesse carros)

domingo, junho 29, 2008

Magnetic Fields @ Aula Magna 26-06.2008

Um regresso quente dos Magnetic Fields a Portugal. Quente porque foi intimista, próximo, sussurante. Mas igualmente quente porque a Aula Magna estava com uma temperatura muito pouco agradável. Num registo essencialmente acústico, a banda de Stephen Merrit conseguiu convencer, mesmo com um intervalo de 15 minutos a meio.

Alinhamento:

When I'm Out of Town (The 6ths)
No One Will Ever Love You (69 Love Songs)
California Girls (Distortion)
Walking My Gargoyle (The Gothic Archies)
The Nun's Litany (Distortion)
I Looked All Over Town (i)
Epitaph For My Heart (69 Love Songs)
I Don't Believe You (i)
Dreams Anymore
The Little Ukulele
All Dressed Up in Dreams (The 6ths)
Zombie Boy (Distortion)
Papa Was a Rodeo (69 Love Songs)
Take Ecstasy With Me (Holiday)
Courtesans (Distortion)
Crows Everywhere (The Gothic Archies)
Too Drunk to Dream (Distortion)
The Book of Love (69 Love Songs)
No River (Future Bible Heroes)
Drive On, Driver (Distortion)
What a Fucking Lovely Day! (Showtunes, Stephin Merritt)
Yeah! Oh, Yeah! (69 Love Songs)
It's Only Time (i)
Three-Way (Distortion)
As You Turn to Go (The 6ths)
Grand Canyon (69 Love Songs)

Ler crítica aqui.

sábado, junho 21, 2008

Um ano de Cimema(s) - Os melhores filmes

Mais uma vez, durante os meses de Verão, a Medeia Filmes faz uma retrospectiva dos melhores filmes estreados durante o ano que passou (entre Junho 2007 e Junho 2008).

Lisboa:
NIMAS - 26 DE JUNHO A 3 DE SETEMBRO

Porto:
CINE ESTÚDIO DO TEATRO DO CAMPO ALEGRE
3 A 30 DE JULHO E DE 4 DE SETEMBRO A 8 DE OUTUBRO

Programação aqui.

Irina Palm, de Sam Garbarski (2007)

À primeira vista esta poderia ser a história de um telefilme género Casos da Vida, senão vejamos a sinopse do filme: "Maggie é uma mulher de meia-idade que tem de arranjar dinheiro para pagar a operação que vai salvar a vida ao seu neto. Sem recursos financeiros alguns, tenta o seu melhor para não deixar que o filho, Tom, e a nora, Sarah, desesperem". Mas a verdade é que este filme é muito mais que uma simples historieta de puxar a lágrima. Aliás, pouco tem a ver com tal cenário. Irina Palm, nome de código de uma mulher - interpretada por Marianne Faithful - cujas necessidades financeiras supracitadas impõem uma mudança radical na sua vida. Habituada a viver numa pequena comunidade, de vida pacata e segura, Maggie vai ao engano e pensando ter arranjado um emprego nas limpezas, descobre que afinal será "masturbadora" num peep show. Com uma sala só para si, a sua única tarefa é aliviar a tensão de alguns, os quais não vê o rosto, dado que estes apenas "entram" na sala através de um pequeno orificio. A pouco e pouco torna-se célebre, digna do já referido nome de código, procurada por cada vez mais clientes e desejada pela concorrência. Maggie acaba também por ter de lidar com a vergonha que o seu filho tem por si quando descobre a situação, ou a atracção que entretanto começa a nutrir pelo seu mafioso chefe. Trata-se de uma história invulgar, mas que no entanto acaba por servir de pretexto para se abordarem questões como o emprego na velhice, o amor depois dos 60 ou os vicios privados de pequenas comunidades hipócritas e ultra conservadoras. Marianne Faithfull tem aqui uma prestação notável, o que de melhor tem este filme mediano.


quarta-feira, junho 18, 2008

Viagens no Oriente

No seguimento da colaboração entre a associação Zero em Comportamento e o Museu Oriente, destaque para um novo cliclo de filmes com um programa composto, maioritariamente, por filmes inéditos em Portugal. Todos os filmes são apresentados com legendas em português e custam 3€ por sessão. De 18 de Junho a 28 de Julho.

18 de Junho
18h00 L’Intouchable, de Benoit Jacquot

22 de Junho
18h00 How Is your Fish Today?, de Xiaolu Guo

26 de Junho
18h00 Workingman’s Death, de Michael Glawogger

2 de Julho
18h00 L’Intouchable, de Benoit Jacquot

6 de Julho
18h00 Born into Brothels, de Ross Kauffman e Zana Briski

9 de Julho
18h00 How Is your Fish Today?, de Xiaolu Guo

10 de Julho
18h00 Taking Father Home, de Ying Liang

13 de Julho
18h00 Taking Father Home, de Ying Liang

17 de Julho
18h00 A Tree in Tanjung Malim + Company of Mushrooms + South of South, de Tan Chui Mui

20 de Julho
18h00 Flower in the Pocket, de Seng Tat Liew

24 de Julho
18h00 Pátria Incerta, de Inês Gonçalves e Vasco Pimentel + A Ilha da Boavida, de Mercês Gomes

28 de Julho
18h00 Flower in the Pocket, de Seng Tat Liew

Mais informações aqui.

segunda-feira, junho 16, 2008

The Last Shadow Puppets - The Age Of The Understatement (2008)

Já tem alguns meses, no entanto é um disco intemporal. The Last Shadow Puppets é o novo projecto do vocalista dos Artic Monkeys, Alex Turner, que tem a colherada de Owen Pallett dos Final Fantasy. Com uma sonoridade muito cinéfila a respirar anos 60, 70, esta pode ser uma excelente banda sonora de viagens sem rumo.

The Age Of The Understatement



Standing Next To Me

domingo, junho 08, 2008

My Blueberry Nights, de Wong Kar-wai (2007)

Um filme de Wong Kar-wai é sempre um bom filme, mesmo que desta vez o realizador tenha trocado as habituais paisagens e ambientes de Hong Kong para se mudar de armas e bagagens para a América (aparentemente porque a protagonista nao fala outra língua que nao o inglês). Não havia necessidade... mas ainda assim o saldo é positivo, conseguindo manter a qualidade a que já nos habituou, muito embora este seja francamente um filme menor na sua carreira. Kar-wai regressa às histórias de amor confusas, desencontros amorosos, paixões aparentemente impossíveis e dificeis, raptando ao campo musical a cantora Norah Jones e repescando um dos sex symbol do cinema americano, o inglês Jude Law. Os planos lentos alternados com rápidos avanços, a conjugação explosiva de cores, a música permanente que não é apenas pano de fundo, os neons... etc, estão lá, remetendo-nos para o saudoso Chunking Express, que aliás, é o filme do realizador que mais se assemelha com este. A história do filme, essa, tem pouco fôlego... começando muito bem, perdendo-se lá para o meio... e terminando de forma previsvel. Mas apesar disso, vale a pena experimentar esta nova fase de Wong Kar-wai com um filme que até tem uma interessante participação especial de Cat Power, que contribuiu também para a banda sonora. Não foi uma viagem totalmente perdida.

sexta-feira, junho 06, 2008

Vampire Weekend - Vampire Weekend (2008)

Não tenho tido muito tempo para postar por aqui. No entanto, há muito tempo que ando para partilhar esta banda.

Aqui fica uma versão para a MTV de "Oxford Comma" para começar bem o Verão, que aparentemente vai ser dos mais quentes...

quinta-feira, junho 05, 2008

Festa do Cinema Italiano

Cinema King, 5 a 11 de Junho, Sala 1


5 DE JUNHO - 21h00
Com a presença da actriz Maria de Medeiros e os realizadores Antonietta de Lillo e Marco Simon Puccioni

Riparo (“Abrigo”)
Marco Simon Puccioni, 98’, 2007 – v.o. leg. em pt.

A seguir

Il resto di niente (“O Resto de Nada”)
Antonietta de Lillo, 103’, 2004 – v.o. leg. em pt.

6 DE JUNHO - 21h30
Antestreia nacional
Mio fratello è figlio unico (“Meu Irmão è Filho Ùnico”)
Daniele Lucchetti, 100’, 2007 – v.o. leg. em pt.
Com a presencia da actriz Diane Fleri

7 DE JUNHO - 22h00
La giusta distanza (“A Distância Certa”)
Carlo Mazzacurati, 110’, 2007 – v.o. leg. em pt.

8 DE JUNHO - 21h30
La terramadre (“A Terramãe”)
Nello la Marca, 120’, 2008 - v.o. leg. em pt.

9 DE JUNHO - 22h00
Il nascondiglio (“O Esconderijo”)
Pupi Avati, 100’, 2007 – v.o. leg. em pt.

10 DE JUNHO - 21h30
N (io e Naopoleone) (“N (Eu e o Napoleão”)
Paolo Virzì, 110’, 2006 - v.o. leg. em pt.

11 DE JUNHO - 21h30
Una ballata bianca (“Uma Balada Branca”)
Stefano Odoardi, 78’, 2007 - v.o. leg. em pt.

http://www.medeiafilmes.pt/

http://www.festadocinemaitaliano.com/

domingo, maio 25, 2008

Ciclo de Cinema “Máscaras”

Zero em Comportamento e Museu do Oriente promovem Ciclo de Cinema “Máscaras”

25, 28, e 29 de Maio e 1 de Junho ; Auditório do Museu do Oriente Piso 5 ; Preço: € 3,00

(oportunidade também para rever alguns filmes do Indie Lisboa deste e outros anos)

A associação cultural Zero em Comportamento e o Museu do Oriente co-produzem um ciclo de cinema, entre 25 de Maio e 1 de Junho, que, de maneiras diferentes, coloca uma mesma questão: a vacilação da identidade humana quando sujeita a pressões de vários tipos (social, moral, político).

Os temas da falsa identidade, do duplo e da máscara têm sido objecto de muitos e distintos olhares cinematográficos. Protegendo-se por trás de máscaras e/ou de identidades fictícias, o individual pode esconder-se mas, paradoxalmente, revelar a sua verdade mais profunda.

Com filmes provenientes de países tão distintos como a Áustria, Argentina, França, Espanha, Chile, Canadá ou Alemanha, a mostra apresenta seis longas-metragens.

Os bilhetes custam três euros e todos os filmes são legendados em português.
Programa e sinopses aqui.

segunda-feira, maio 19, 2008

Pas Douce / Angel

Esta semana estrearam - com um ano de atraso - dois filmes que passaram o ano passado no Indie Lisboa 2007.
São eles, Angel - Encanto e Sedução, de François Ozon e Pas Douce - Nada Meiga, de Jeanne Waltz.

Ladytron - Velocifero

Está prestes a chegar o novo álbum dos Ladytron (2 de Junho), mas há já alguns meses que toca o single "Ghosts". Embora não tão apelativo quanto o anterior álbum, Velocifero promete agitar, como é hábito.

terça-feira, maio 06, 2008

It's a Free World, de Ken Loach (2007)

Indie Lisboa 2008


Se Import Export já focava a temática de emigração/imigração, It's a Free World - Mundo Livre, de Ken Loach (filme de encerramento do Indie Lisboa), põe a lume a imigração clandestina e os problemas que daí advêm. Angie é funcionária de uma empresa de recrutamento de trabalho temporário que após ser despedida cria a sua própria empresa de recrutamento, tendo como principais "clientes" imigrantes, que muitas vezes não têm a sua situação regularizada. Se inicialmente a sua ideia era apenas conseguir uma vida melhor com trabalho honesto, Angie cedo percebe que é no negócio que envolva imigrantes clandestinhos (mão de obra-barata e salários mínimos) que está o seu lucro. A partir de dada altura a bola de neve adensa-se, e será dificil voltar atrás. Um filme que fala das desigualdades sociais, precaridade de emprego, imigração ilegal e falta de escrúpulos, realidades perfeitamente actuais e que fazem todo o sentido na obra de um realizador que já nos habituou à abordagem de temáticas sociais. Este filme é importante contributo e uma interpretação pertinente para compreender estas realidades sociais, numa Europa cujo sistema social apresenta cada vez mais sinais de degradação, onde os imigrantes são simultaneamente desejados (porque são baratos) e odiados (porque ocupam recursos).


domingo, maio 04, 2008

Import Export, de Ulrich Seidl (2007)

Indie Lisboa 2008

O festival Indie Lisboa não é so entretenimento. Pela tela passam em grande medida filmes que focam realidades sociais críticas, sociedades deterioradas e grupos sociais desfavorecidos. São histórias que também merecem ser contadas, e cujo papel do cinema é também aproximar e alertar o público para realidades diferentes da nossa, e que de outra forma só conheceriámos através dos noticiários e jornais. Import Export, de Ulrich Seidl é um bom exemplo, e poderia ter como subtítulo "O lado negro da Europa". Trata-se de um filme rodado maioritariamente por actores amadores (o que confere ainda maior realismo ao filme, e permite uma maior identificação com o cidadão comum), que nos conta duas histórias parelelas que apesar de não se cruzarem literalmente, partilham em comum o desencanto vivido pelas personagens, que procuram uma vida melhor, para além das fronteiras do seu país, e das situações muitas vezes degradantes a que se têm que sujeitar. Import Export versa sobre algumas das realidades mais cruéis da nossa Europa, a emigração clandestina, a exploração e o tráfico humano, etc. Uma das histórias é sobre Olga, uma enfermeira ucraniana que ao emigrar para a Austria, trabalha como empregada de limpeza e tem um part-time em cibersexo. A outra é sobre Pauli, um ex-segurança austríaco, que acompanha o padrasto pela Europa fora, acabando precisamente na Ucrânia, onde se perde no meio de tanta boémia.
Trata-se, pois, de um retrato bem mais cinzento que aquele que Bruxelas nos tenta passar. São realidades que, mesmo que a comunicação social as veicule, não nos dá tempo para qualquer percepção ou compreensão mais elaborada. Assim, estes filmes são um ponto de partida para que se possa verdadeiramente discutir estes assuntos.

Indie Lisboa 2008 - Os Premiados

O festival Indie Lisboa desde ano está quase a terminar. Fica aqui a lista e horários dos filmes premiados.

Principais premiados:
WONDERFUL TOWN, Aditya Assarat, fic., Tailândia, 2007, 90'
NIGHT TRAIN, Diao Yinan, fic., China, 2007, 91'
VIA DE ACESSO, Nathalie Mansoux, doc., Portugal, 2008, 82'
MOMMA´S MAN, Azazel Jacobs, fic., EUA, 2008, 98'
TERRA SONÂMBULA, Teresa Prata, fic., Portugal/Moçambique, 2007, 96'

FILMES PREMIADOS
Domingo 4 de Abril Sessões Filmes Premiados