segunda-feira, março 30, 2009

8 1/2 Festa do Cinema Italiano

2 a 9 Abril - Lisboa e Porto


domingo, março 29, 2009

Festival Indie Lisboa 2009

23 de Abril a 3 de Maio

Mais um ano e mais um grande Festival Indie Lisboa. Este 6º ano o festival vai ocupar mais salas do que 2008. Embora tenha ficado um pouco a perder o ano passado, por ter substituido as 3 salas do cinema King pela sala unica do teatro Maria Mattos, este ano deixa cair esse teatro, passando a estar presente em duas salas do recente Cinema City Classic Alvalade. Isto, claro, a juntar às habituais salas do cinema S. Jorge, Fórum Lisboa e Cinemas Londres, a que junta mais uma vez o auditório do Museu do Oriente.
Werner Herzog e Jacques Nolot são os heróis independentes do IndieLisboa 2009, sendo mostradas 36 obras destes 2 realizadores, que vão estar presentes no festival.
Destaque para as estreias dos mais recentes filmes de François Ozon e Christophe Honoré.
A sessão de abertura será "Encounters at the End of the World", de Werner Herzog e o de encerramento será pela primeira vez o filme vencedor do principal prémio.

Tonight: Franz Ferdinand

O novo álbum dos Franz Ferdinand só vem provar mais uma vez que são uma das bandas mais consistentes do momento. Aqui ficam os primeiros 2 singles deste novo disco: Ulysses e No You Girls.

Happy-Go-Lucky, de Mike Leigh (2008)

Trata-se de um filme menos negro do realizador Mike Leigh. Desta vez, por oposição a outros seus filmes, a alegria está no ar, personificada em Poppy, uma jovem professora primária, que está sempre de bem com a vida, a quem nada parece afectar. É no entanto essa boa disposição que lhe vai trazer alguns dissabores, na medida em que nem toda a gente com quem se cruza partilha desse sentimento "I'm Feel Good". Um filme que nos fala de optimismo, de esperança e busca pela felicidade, mas cujo argumento não caminha propriamente para lado nenhum o que deixa uma certa sensação de frustração. Há ainda Sally Hawkins, a actriz que dá corpo e voz a Poppy, que embora seja uma revelação consegue ser por vezes verdadeiramente irritante. Destaque para o belissimo cenário da cidade de Londres (nomeadamente Camden Town), que para quem esteve lá recentemente significa mais um motivo para se gostar do filme. É um filme que parte de uma boa ideia, embora não a concretize da melhor forma.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen (2008)

O mais recente filme de Woody Allen é, sem dúvida, um dos melhores desta fase da sua carreira. Respira-se sangue novo, novos ares e novas histórias nesta sua mais recente obra. Ainda a filmar na Europa, desta vez o realizador filma nessa verdadeira obra prima em ponto grande que é a cidade de Barcelona. Vicky e Cristina são duas amigas americanas que passam férias em Barcelona. Aí conhecem Juan António (Xavier Bardem), e a sua ex-mulher, a personagem de Penélope Cruz, simplesmente deliciosa. Este é apenas o ponto de partida para uma história que é muito mais do que a simplicidade das paixões de Verão. Embora não seja um filme típico de Woody Allen, estão presentes algumas das suas imagens de marca tais como a reflexão sobre os caminhos da vida e as suas diversas bifurcações e opções que podem ser tomadas, o arrependimento, a dúvida, o castigo e até mesmo a neurose, aqui levada ao extremo e personificada em Penélope Cruz. É, como é habitual nos filmes do realizador, um filme que não reúne consenso, o que se lhe confere ainda mais interesse.

domingo, fevereiro 22, 2009

Filmes e Mais Filmes - Parte II

Fome, de Steve McQueen (2008)
Um filme cru, verdadeiro murro no estômago, pelo seu carácter explícito e capaz de nos deixar incomodados por bastante tempo. Ideologias à parte, é impossível não nos deixarmos enredar nesta historia que segue a vida dos prisioneiros do IRA numa prisão da Irlanda do Norte nomeadamente a greve de fome de um deles. Excelente interpretação de Michael Fassbender. Excelente realização de Steve McQueen.



O Silêncio de Lorna, de Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne (2008)
Mais um filme dos irmãos Dardenne. Lorna é uma jovem albanesa a viver na Bélgica e que se vê envolvida no negocio ilícito de casamentos falsos que propiciam nacionalizações.



Os Três Macacos, de Nuri Bilge Ceylan (2008)
Uma filme sobre a falta de comunicação nas sociedades em geral e nas familias em particular. Uma familia como tantas outras na qual os silêncios escondem aquilo que não se quer dizer ou sentir, transformando-se em mentiras maiores que eles próprios.

sábado, fevereiro 21, 2009

Filmes e Mais Filmes

Têm sido vários os filmes que tenho visto ao longo dos últimos meses. O tempo tem sido pouco para deixar aqui uma opinião. Ficam, no entanto as sugestões.

Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles (2008)

A adaptação da obra de José Saramago, apesar de tentar agradar a gregos e troianos, piscando os olhos aos Oscares, não foi muito bem aceite em Cannes. Saldo positivo para um filme que poderia ter ido muito mais longe se não tropeçasse em tantos clichés. Ainda assim, um bom ponto de partida para várias discussões sociológicas.




A Fronteira do Amanhecer, de Philippe Garrel (2008)

Um filme com uma aura negra, filmado a preto e branco, recuperando a tradição dos filmes que simplesmente são para contemplar e adorar com um bom livro. Um filme sobre o amor, ora platonico, ora carnal, mas sempre trágico. Um filme com Louis Garrel, a provar que continua no bom caminho da representação.



Quatro Noites com Anna, de Jerzy Skolimowski (2008)
Um filme invulgar, cujo o protagonista, solitário, vive um amor impossível e obsessivo.



quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Interregno

Pedimos desculpa por esta interrupação. O Blog continua dentro de momentos.

sábado, dezembro 13, 2008

Oasis - "Dig Out Your Soul" (2008)

Os Oasis são daquelas bandas que nos acompanham toda uma vida. E mesmo quando a música que fizeram já não é aquela que hoje ouço com mais frequência, eis que, quando os julgava moribundos, editam novo álbum perfeitamente adaptado aos novos tempos, sem contudo perderem a sua identidade.

"The Shock Of The Lightning" é o single que se impõe ouvir.

Of Montreal - "Skeletal Lamping" (2008)

O novo álbum dos Of Montreal já toca por aqui há uns meses. Altura agora para dar a conhecer o primeiro single: "Id Engager".

Entre les Murs, de Laurent Cantet (2008)

"A Turma", assim se chama o novo filme de Laurent Cantet, que conhecemos, entre outros, de filmes como "Recursos Humanos" e "O Emprego do tempo". Como é habitual na cinematografia de Cantet, a abordagem de temas sociais, não necessariamente fracturantes, mas acima de tudo estruturais e de fundo, está claramente presente neste filme. Tendo por base um romance escrito por François Bégaudeau, sobre os anos em que deu aulas em França, autor este que interpreta ela próprio o papel de professor no filme, é-nos apresentado um ano lectivo numa escola multicultural francesa, uma escola como tantas outras. A acção passa-se praticamente na totalidade dentro da sala de aula, convidando o espectador a ser uma espécie de observador não participante, da relação entre professor-aluno e entre alunos. O filme estreou no último festival Doc Lisboa, estreando comercialmente na mesma altura em que em Portugal regressam as greves e os protestos dos professores no que diz respeito ao seu modelo de avaliação. Este é contudo um filme onde essencialmente se aborda a relação e a abordagem que um professor deve ter com um aluno, não sendo moralista nem demagogo. É uma visão, de um autor ex-professor, e de um realizador empenhado em trazer à praça pública questões realmente relevantes e que devem ser alvo de debate constante. Destaque-se também a prestação dos actores/alunos, todos eles não-actores. A TURMA, de Laurent Cantet, foi Palma de Ouro no último Festival de Cannes.

Do Outro Lado, de Fatih Akin (2007)

"Do outro lado" é um filme sobre o qual é dificil falar ou escrever. Isto porque é um filme tão natural, apesar da vertiginosa sucessão de acontecimentos sucessivos e pouco provavéis que ocorrem, mas que flui de uma forma muito coerente. O filme divide-se entre a Alemanha e a Turquia, as personagens que por ali deambulam, cruzam-se ao sabor do acaso, tecendo uma teia que para o espectador faz sentido, mas que nao é perceptivel aos protagonistas. É uma história de afectos, entre pai e filho, entre filha e mãe, entre duas mulheres de origens completamente distintas, entre 2 países que se estranham. É um filme inquieto, no qual as personagens buscam incessantemente uma identidade e um sentido para a sua existência, tentando entender a sua missão e lugar no mundo. Buscam-se a si próprios enquanto tentam resolver os seus diferendos com os outros. Um filme a ver ou rever, já que tem edição nacional em DVD. Uma grande história, com excelentes interpretações e muito bem realizado.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Paris, de Cédric Klapisch (2008)

Paris, a cidade luz, a cidade do amor. Paris é mais uma vez cenário de filme, mais que uma paisagem, é novamente uma grande personagem. Esta é mais uma homenagem a Paris, a par de Paris Je T'aime ou Dans Paris, apenas para referir alguns filmes recentes.
Alguns anos após "As Bonecas Russas", eis-nos de novo face a um filme de Cédric Klapisch, e novamente com Romain Duris. Mas este é um filme mais adulto, com mais substância. "Paris" é uma pallette de várias histórias e personagens que se cruzam, com inicio e término na história da personagem de Duris, um bailarino profissional com um problema de coração que pode ser terminal. Mas pensar que essa história é o filme, seria muito redutor. Durante 2 horas temos oportunidade de entrar na vida alheia destes habitantes de Paris, com as suas semelhanças, diferenças, relações e acções. É um filme que se debruça também sobre a solidão humana, cada vez mais típica dos grandes centros urbanos, impessoais, frios e onde simultaneamente atracção e decadência andam de mãos dadas. É essencialmente um filme que nos lembra que temos de celebrar a vida com mais frequência.

sábado, novembro 15, 2008

Estoril Film Festival 2008

Ao European Film Festival 2007 deu lugar o mais modesto Estoril Film Festival 2008. O festival é o mesmo, mas muda o nome, o que pode significar também uma mudança de atitude. Se o ano passado o European foi organizado à pressa, estava pouco divulgado, e além de afastado do grande centro urbano que é Lisboa os bilhetes eram caros e algumas das sessões reservadas a pessoas do meio, este ano o festival desceu um pouco ao comum mortal, baixando o preço dos bilhetes para 3€ (um preço até mais acessível que os outros festivais estão a praticar), e espera atingir a meta dificil dos 30 mil espectadores (contra os apenas 5 mil do ano passado).
Mas não há que negar que este festival não é como os outros. Este festival tem grandes estreias do que melhor se está a fazer na Europa, tem uma competição internacional, tem uma homenagem a Bertolucci, uma Retrospectiva Tim Burton, e tem estrelas internacionais.
Notícias:

domingo, novembro 09, 2008

Destruir Depois de Ler, de Ethan Coen, Joel Coen (2008)

Diz a sinopse deste filme que o mesmo é sobre um ex-agente da CIA "que decide escrever as suas memórias documentando segredos do governo, após ter sido despedido" Diz também que "a sua ex-mulher decide, durante as partilhas do divórcio, roubar-lhe o disco que contém o único exemplar do manuscrito e que por engano" e que "esse disco cai nas mãos de dois empregados sem escrúpulos que trabalham num ginásio e que tencionam explorar ao máximo a sua descoberta, vendendo a informação de forma a poder pagar uma cirurgia plástica". Parece confuso? É... o novo filme dos Irmãos Coen. O meu conhecimento da obra destes cineastas é algo tosca, tendo visto apenas alguns filmes da sua já longa carreira. Contudo, é sobejamente reconhecida a sua genialidade tanto no campo dramático como no da comédia. Este é um filme recheado de "estrelas de hollywood" juntamente com os chamados "secundários de peso", mas em papeis de gente parva, desvairada, cujos actos impensados os conduzem a situações ridiculas, pouco plausíveis, numa teia de acontecimentos que que se cruzam e simultaneamente geram outros tais. Este é um filme que ridiculariza os filmes de espionagem e critíca de forma muito original o autentico cenário de suspeição, terror e paranóia tipico dos EUA, principalmente após o 11 de Setembro/2001. Um filme divertido, descontraído, comédia estúpida mas no bom sentido, porque de vazio não tem nada. Embora existam momentos de crítica mordaz e humor inteligente, por vezes exagera-se na estupidez de algumas personagens tornando-os realmente patéticos, dentro do que é pateticamente aceite (ex: a personagem interpretada por John Malkovich). Mas vale a pena espreitar.